7 de Fevereiro de 2018 SMS Natal encerra ciclo de capacitação promovido junto ao Departamento de Vigilância em Saúde 
Por Ascom Cosems-RN

  

Foi promovida nesta quarta-feira (7) a quinta e última capacitação em gerenciamento de Resíduos em Serviços de Saúde (RSS), no auditório da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). O evento é voltado para gestores de contrato, administradores e demais interessados do Distrito Sanitário Norte II.  

A necessidade deste ciclo de capacitações, realizado pelo Núcleo de Saúde Ambiental (NSA), foi apontada em uma reunião do Departamento de Vigilância em Saúde (DVS), na qual foi destacado os riscos e malefícios que a má distribuição dos resíduos poderia acarretar.  

Resíduos em Serviço de Saúde (RSS) são popularmente conhecidos como “lixo hospitalar”, mas a Organização Mundial de Saúde (OMS) reconhece que, além dos hospitais, os RSS também provém de outras fontes como consultórios, laboratórios, farmácias e demais estabelecimento de natureza semelhante.  

A Agência Nacional em Vigilância Sanitária (ANVISA) separa os RSS em cinco grupos: potencialmente infectantes, químicos, rejeitos radioativos, resíduos comuns e perfurocortantes. Cada um destes tem seus riscos específicos. Apenas seringas e agulhas mal descartadas, por exemplo, já foram responsáveis por 1,7 milhão de casos de hepatite B, 315 mil de hepatite C e 33.800 de HIV só no ano de 2010, segundo a OMS.  

Por reconhecer a gravidade dos riscos do RSS, tanto para a saúde pública quanto para o meio ambiente, a ANVISA criou o Plano de Gerenciamento de Resíduos em Serviço de Saúde (PGRSS), documento técnico que regula o manejo, recolhimento e descarte de RSS. A apresentação do PGRSS é um dos eixos principais do ciclo de formação realizado na SMS. 

“O objetivo de um plano de gerenciamento é garantir que todas as etapas do manejo do RSS sejam feitas de uma forma segura de modo a minimizar riscos. Vai envolver desde os cuidados na geração na fonte até a destinação final. Também deve garantir ações para preservar a saúde do trabalhador e do meio ambiente externo à unidade, além de medidas de emergenciais que possam vir a ser necessárias”, declarou Jasmine Vieira, sanitarista do DVS e responsável pelas capacitações. 

Além da apresentação do PGRSS, a capacitação também apresentou um modelo básico já estruturado, além das diretrizes legais que embasam a regulamentação do manejo de RSS.  

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