A Escola de Saúde Pública do Rio Grande do Norte (ESPRN) realizou, nesta sexta-feira (27), em Natal, o lançamento do documentário “O Som do Silêncio”, produção que retrata a realidade de famílias afetadas pela microcefalia associada ao Zika vírus no estado.
O evento reuniu profissionais da saúde e representantes de instituições públicas, entre eles a presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Rio Grande do Norte (Cosems-RN), Maria Eliza Garcia, que destacou a relevância da iniciativa para o fortalecimento das políticas públicas no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).
O documentário é resultado de pesquisa desenvolvida na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e traz relatos sensíveis de mães e crianças, evidenciando desafios, superações e a importância do cuidado contínuo e humanizado. A obra também valoriza a atuação de profissionais da saúde e da educação, reforçando a integração entre essas áreas como estratégia essencial na construção de políticas públicas inclusivas.
A produção ganha ainda mais relevância diante do cenário estadual, que registra casos de microcefalia associados à infecção pelo Zika vírus, condição que ganhou destaque nacional a partir de 2015, quando o país enfrentou uma emergência em saúde pública.
Para a presidente do Cosems-RN, o documentário cumpre um papel fundamental de sensibilização e reflexão. “Essa é uma obra que nos convida à escuta e à empatia. Ela evidencia a importância de um SUS forte, integrado e humanizado, que acolha as famílias e garanta cuidado contínuo. Também reforça a necessidade da atuação conjunta entre saúde e educação para enfrentarmos desafios complexos como a microcefalia”, afirmou Maria Eliza Garcia.
Ainda de acordo com a presidente do Cosems, o lançamento do documentário integra ações voltadas à valorização das experiências e à construção coletiva de políticas públicas, reafirmando o compromisso das instituições com a promoção da saúde, da inclusão e da dignidade das famílias potiguares.
“Essas crianças têm protagonismo nos territórios e, nós gestores, sabemos o quanto precisamos ainda mais organizarmos nossos serviços pra que, cada vez mais, possamos cumprir os direitos dessas crianças em nossos territórios”, destacou Maria Eliza Garcia.